terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Afinal, quem são os reais intolerantes?

Muito se fala, principalmente por meio das redes sociais, sobre intolerância, mas, afinal, quem são os reais intolerantes? Me é bastante claro o seguinte: o Brasil se tornou um país onde o vitimismo e a inversão de valores é o que importa. Todos aqueles que pregam que existe intolerância, seja ela de qualquer tipo, são sempre os que não toleram quem pensa diferente da agenda que eles seguem.

Por agenda, leia-se agenda esquerdista. Por intolerantes, leia-se classe artística e política, majoritariamente esquerdista, em nosso país. Exemplos pipocam todos os dias. Artistas imputam que o pensamento conservador é discurso de ódio, mas os próprios fomentam o ódio a quem pensa diferentemente deles. Há um movimento crescente de desmoralização dos valores familiares, de uma sexualização cada vez mais precoce e exacerbada (vide o caso do homem nu é as crianças tocando nele), o Queer Museum, a Ideologia de Gênero, entre outras coisas.

Nos tornamos uma país em que qualquer frase é considerada discurso de ódio, se for proferida por alguém de direita, seja conservador ou liberal, enquanto o mesmo peso não se aplica a quem é de esquerda. Por que? Porque é belo parecer um ativista, modernista, quando, em verdade, esta classe artística prega a depredação de todos os valores que são a base de nossa sociedade. Não toleram mais a "família tradicional", como se os mesmos não viessem delas, não toleram o Cristianismo, como se suas próprias famílias não fossem (Evangélicas ou Católicas). Acusam-nos de machismo, pois, segundo eles, a igreja segrega as mulheres. Bem, falando por experiência própria (sou homem), nas capelas e igrejas que frequento, a maior parte das pessoas que compõem o núcleo ministerial é de mulheres. Onde está o machismo, então? Mulheres não podem ser padres, mas podem fazer celebrações (que são bem similares a uma missa), desde que sejam ministras da Palavra ou Eucaristia. Outro exemplo: para os que acham que não há espaço para as mulheres na igreja, um dos maiores símbolos da igreja é uma mulher: a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja.

Maria é a mulher mais importante que já surgiu (mesmo contando com Eva), e, através da graça que só uma mulher pode ter, que é a de conceber um filho, trouxe ao mundo Jesus Cristo. Maria tem devotos em todo o mundo, e ela apareceu em diversos locais, para tanto homens quanto mulheres, e de formas diferentes. Isto sem contar o número de santas e beatas que a Igreja Católica possui, que contam com a devoção de milhões ao redor de mundo. Então, onde está o machismo?

Não há uma papisa? Pois bem, o papel da mulher, dentro da igreja, é similar ao da Virgem Maria: cuidar, evangelizar, abençoar, organizar, coordenar (inclusive os padres), acolher, entre tantas outras funções. Onde está o machismo, então? Basta olhar bem. Dizer que a igreja é machista e fomentar a militância ateísta é uma tolice. Eu respeito os ateus, o próprio Deus os respeita, já que nos deu livre arbítrio. O que não respeito é a militância ateísta, que quer transformar todo o corpo da igreja em ditadores, o que não é verdade. Milagres atribuídos à santas são incontáveis, é só pesquisar um pouco.

Voltando às redes sociais, nossa classe artística só faz o que lhe é mandada por forças que desconhecemos a face, mas sentimos, dia após dia, a influência. A Rede Globo, outrora dita como "de direita", é a que mais prega a destruição das famílias, a "lacração", Ideologia de Gênero e o vitimismo. Existe racismo? Evidente que sim, mas ele não é unilateral. Muitos que alegaram sofrer racismo são, essencialmente, racistas. São comuns os comentários do tipo "uma branca com babás negras", mas uma negra com babás negras é absolutamente normal, algo a ser celebrado. Se fossem babás brancas, elas seriam motivo de chacota. Mas isto levanta a questão: se uma branca não deve ter empregados negros, por que uma negra deve? Afinal, se é a mesma posição, se é racismo para um lado, também é racismo para a outro. 

Você não aceita uma pessoa numa determinada colocação por conta da cor de seu empregador, mas aceita a mesma pessoa, na mesmíssima colocação, se a sua cor for a mesma que a dela. Ou seja, você é o racista da história. Esta geração propaga que a cor é mais importante do que a pessoa, o que é uma absoluta mentira. Pessoas boas e ruins existem em ambas as etnias. Dizer o contrário é hipocrisia.

Para terminar, a intolerância tem partido (praticamente sempre) por aqueles que dizem defender a liberdade, as minorias e os mais pobres, mas não abrem mão de penalizar quem faça o mesmo sem ficar levantando bandeira ideológica ou gabar-se de fazer o bem sem olhar a quem.

Se você acha que este texto foi escrito por um "Cristão Fundamentalista Machista Intolerante", deixo uma última indagação: por que não falam nada sobre o Islamismo, que apedreja homossexuais, estupram e assassinam mulheres, ensinam crianças a matar, entre outras atrocidades. Quer dizer, o Islamismo é poupado de tudo, por mais atroz que seja. Já o Cristianismo, que é repleto de exemplos de bondade e respeito à vida de todos, é tachado de quaisquer adjetivo pejorativo existente.

E não é assim que as coisas funcionam. Questione a quem você segue ou quem te inspira, pois você pode estar praticando justamente o que mais abomina.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O açoite

Sim, é assim que me refiro à depressão, como um açoite. Porém, este açoite não começa no formato o qual sempre o imaginamos; ele começa como uma pequena pluma, que "faz cócegas" nas suas costas, durante os dias. Como é algo pequeno, você não dá importância, afinal, é algo pequeno.

Mas, com o passar o tempos, o que era uma pequena pluma se torna uma pena de avestruz: bem maior e mais resistente, vai começando a acertar as suas costas com mais força. Até aí, você pensa: "deve ser um mal-estar qualquer, amanhã, passa", mas não é o que acontece.

Com o tempo, a pena de avestruz se torna uma pena de pavão: bonita, imponente, grande como a própria vida, e ela começa a realmente te incomodar. Já não são mais cócegas, mas uma coceira que nunca vai embora, uma sensação de que tem algo errado em você. Se você chegou até este ponto, meu amigo, saiba que a depressão já se apossou de você, faltando apenas cortar a faixa inaugural.

Disto em diante, o que era uma pena de pavão se torna um verdadeiro açoite, e suas costas começam a sangrar com cada golpe recebido por ele. Um açoite de pontas afiadas por sua mente e sentimentos, algo que, mesmo as piores pessoas, não deveriam passar. Chega um ponto em que as açoitadas chegam na carne e, aí, é a decadência maior: você se sente perdido, sem ter a quem recorrer ou para onde ir, mas o açoite torna-se parte integrante sua, quase como um novo membro do seu corpo.

Você já não consegue mais se livrar da dor; ela é constante, cada vez mais ardida e estrategista, pois ela só te atinge aonde VOCÊ TINHA CERTEZA de que estava seguro, apesar dos pesares. As açoitadas continuam até um ponto em que você diz para si mesmo "Não aguento mais!", só que, até aí, suas costas já estão além da carne viva, já estão expondo seus ossos e órgãos.

E aí, meus amigos, é hora de você ou procurar ajuda ou continuar até que "seja morto". O açoite da depressão é cruel, astuto, inteligente e covarde. Não vai te poupar de nada, nem em tempo algum. Se você chegar a isto, apegue-se a tudo o que puder: terapia, remédios, Deus, fé, reinvente-se e prepare-se para uma longa e árdua batalha, pois a depressão é como se fosse uma imagem invertida sua, e ela não desistirá de você tão facilmente.

O açoite é forte, mas você deverá ser mais, pois só você, usando todas as armas que tem, será capaz de vencer a batalha pela vida. É duro, triste, terrível, mas possível. E, se com ajuda e consciência, aquele mesmo açoite que te machuca todos os dias, chegará uma hora que não passará de uma lembrança tola de um momento que você precisou passar para ser um ser humano melhor, completo, realmente saudável e, principalmente, feliz.